Avaliação de métodos de estimação de altura e de estratificação vertical em uma Floresta Estacional Semidecidual.

Avaliação de métodos de estimação de altura e de estratificação vertical em uma Floresta Estacional Semidecidual.

Por: Rafaella De Angeli Curto.
Orientador: Gilson Fernandes da Silva.
Defendida em: 04/02/2011.

Resumo:

Este estudoteve como objetivo avaliar métodos de estimação de altura total de árvores e métodos de estratificação vertical em uma floresta nativa. Opresente estudo foi realizado em um fragmento de 52 ha de Floresta Estacional Semidecidual, conhecido como Floresta do Rosal, localizado no município de Guaçuí–ES. Para tanto, empregou-se o método de amostragem de área fixa, sendo distribuído um total de 16 parcelas de 600 m2 de forma sistemática no campo, totalizando uma área amostrada de 0,96 ha. Foi realizada uma análise descritiva dos dados de altura total de árvores e para avaliar a precisão na obtenção dessa variável foram propostos cinco métodos de estimação: Hipsômetro Vertex; Clinômetro digital; estimação com auxílio de uma régua de 15 metros; e estimações visuais com e sem treinamento; em três classes de altura: Classe 1 (15,00-17,99m); Classe 2 (18,00-20,99m) e; Classe 3 (>21,00m), totalizando 15 tratamentos. Para comparar os tratamentos,foram mensurados 211 indivíduos, 124 em terreno plano e 87 em terreno inclinado, sendo a altura total desses, obtida por meio de escalada. Os dados de altura total foram comparados pelo teste t, a 5% de probabilidade, sendo realizadas também análises gráficas de resíduos e estatísticas complementares. Foram avaliados também a velocidade de execução dos métodos, além dos fatores: número de operadores, custo, robustez, facilidade de observação e compacidade. Para a avaliação da estratificação vertical, foram utilizados quatro diferentes métodos, sendo eles: Método 1 - Souza (1990); Método 2 - Souza et al. (2003); Método 3 - IUFRO;e Método 4 - Calegário et al. (1994).Além disso, foram avaliadas a composição florística, diversidade, estrutura horizontal e diamétrica da floresta em estudo. Com relação aos métodos de estimação de altura, o método de estimativa sem treinamento apresentou o pior desempenho quanto à precisão, para as duas condições de terreno avaliadas e o melhor desempenho foi para a estimativa com treinamento, sendo que a declividade afetou a estimativa da altura. Houve tendência em subestimar a altura com o aumento das classes, já o método de estimativa sem treinamento subestimou em todas as classes. Houve diferença quanto ao tempo médio para a estimação da altura entre os métodos e quanto ao efeito da classe, ressalvando algumas exceções. Foram amostrados 1596 indivíduos com DAP maior ou igual a 5 cm, totalizando 246 espécies. As famílias mais representativas em número de espécies foram: Fabaceae, Lauraceae, Myrtaceae e Rubiaceae.O índice de diversidade de Shannon-Weaver (H’) encontrado na amostragem alcança um valor expressivo.As espécies mais importantes da comunidade, tomando-se como base o IVI%, são: Mabea fistulifera, Siparuna guianensis, Pseudopiptadenia contorta, Apuleia leiocarpa e Myrcia fallax.A estrutura diamétrica do fragmento florestal estudado apresenta uma distribuição em “J” invertido, comum às florestas inequiâneas. Dentre os métodos de estratificação vertical, o método 1 não permitiu análise detalhada sobre o comportamento das espécies no estrato II,por apresentar tendências fortes em concentrar um maior número de indivíduos no referido estrato, já o método 2,permitiu um maior detalhamento dos estratos. O método 3, minimizou o problema encontrado no método 1, porém a mudança da altura dominante da amostragem pode mudar toda a discussão, demosntrando fragilidade no método. O método 4 não trouxe bons resultados para a estratificação da floresta em estudo, pois dividiu a floresta em apenas dois estratos de altura.