Avaliação de fatores ergonômicos em atividades em viveiro florestal

Avaliação de fatores ergonômicos em atividades em viveiro florestal

Por: Ragner de Souza Landi.
Orientador: Luciano José Minette.
Defendida em: 23/02/2012.

Resumo:

O objetivo deste estudo foi realizar uma avaliação de fatores ergonômicos das atividades desempenhadas pelos trabalhadores de uma empresa de produção de mudas florestais. Este estudo foi realizado em uma empresa florestal, localizada no município de Bom Jesus do Itabapoana, estado do Rio de Janeiro. Para caracterizar o perfil dos trabalhadores foi utilizado um questionário aplicado sob a forma de entrevista. A carga de trabalho físico foi avaliada por intermédio do levantamento da freqüência cardíaca. Para esta análise foram feitas filmagens das atividades, para contagemdos movimentos, verificando assim a porcentagem do tempo de duração doesforço, e a postura da mão e do punho e para a avaliação subjetiva de outrosfatores envolvidos.O método utilizado para avaliar os riscos de lesões por esforços repetitivos durante a execução das atividades laborais executadas no viveiro florestal foi baseado no critério Moore e Garg (1995). Os resultados obtidos expõem que o perfil encontrado dentre os trabalhadores pesquisados na empresa estudada foram: sexo feminino (54,17%), ensino fundamental incompleto (45,83%), oriundo da zona rural (100%) casada (33,3%), que não fuma (95,83%) e consume bebidas alcoólicas (54,17%). Para 52% dos indivíduos entrevistados, os trabalhos que executam não são considerados muito repetitivos, 90% não possuem doenças associadas ao trabalho e 90,9% recebem orientações frequentemente de seus supervisores. O levantamento da frequência cardíaca revelou que a maior exigência cardiovascular ao qual o trabalhador é submetido durante os deslocamentos da casa de vegetação para a casa de sombra e da casa de sombra para praça de rustificação. O estudo das posturas adotadas pelos trabalhadores identificou que as atividades deembandejamento de tubetes, de corte de microestacas e de raleio são classificadas como necessárias medidas corretivas quando possível. A avaliação do risco de Lesão por Esforços Repetitivos verificou que as atividades de corte e plantio de microestacas e de seleção (pós-expedição) são de alto risco para o trabalhador.