Capacidade de deterioração de cepas de Eucalyptus spp. por fungos xilófagos

Capacidade de deterioração de cepas de Eucalyptus spp. por fungos xilófagos

Por: Luciana Ferreira da Silva.
Orientador: Waldir Cintra de Jesus Junior.
Defendida em: 15/12/2011.

Resumo:

Na reforma do povoamento florestal, após o corte das árvores, as cepas remanescentes de Eucalyptus spp. devem ser retiradas. A degradação natural de cepas de eucalipto após o corte raso é lenta. A destoca mecânica eleva o custo de produção, envolve tráfego de máquinas sobre o solo favorecendo a sua compactação e dificultando o crescimento e a distribuição das raízes. Uma alternativa para retirada destas cepas remanescentes é o emprego de fungos decompositores. Objetivou-se com a pesquisa coletar, isolar, selecionar e identificar fungos com potencial de deteriorar madeira de eucalipto, a partir de fragmentos de cepas apodrecidas, para serem utilizados em um ensaio de apodrecimento acelerado e realizar a análise química de madeiras sadias e deterioradas pelos fungos isolados das cepas, que apresentaram maior capacidade de deterioração, para verificar, quais os componentes da madeira sofreram maiores alterações em função da deterioração causa pelos fungos. Amostras de cepas de eucalipto, em decomposição, foram coletadas em plantios comerciais, em três municípios, com microclimas e altitudes diferentes e acondicionadas em sacos de papel poroso e transportadas para o Laboratório de Ciência da Madeira (LCM), no Departamento de Engenharia Florestal (DEF), pertencente ao Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) no município de Jerônimo Monteiro, ES. No LCM foram retiradas amostras de madeira para realizar o isolamento dos fungos e posteriormente a obtenção de culturas puras, em meio de cultura Batata-Dextrose-Ágar (BDA). Nove culturas puras foram isoladas e identificadas, sendo, três fungos pertencentes à Classe dos Basidiomycetes (Basidiomicetos 1, 2 e 3), quatro do gênero Trichoderma, um Lasiodiplodia e um Penicillium. As culturas foram selecionadas, repicadas em placa de Petri e tubos de ensaio contendo BDA e armazenadas em sala climatizada a 25 ± 2 °C e utilizadas no ensaio de apodrecimento acelerado. Após 12 semanas de ensaio, pode-se concluir que os fungos isolados mais eficientes na deterioração da madeira foram os pertencentes à Classe dos Basidiomycetes (Basidiomiceto 1 e Basidiomiceto 2). A análise química da madeira pelos Basidiomicetos 1 e 2, revelou que houve um incremento no teor de extrativos totais na madeira, para ambos Basidiomicetos testados. Para a holocelulose (celulose + hemiceluloses), ocorreram pequenas diferenças entre as madeiras sadias e deterioradas (variações médias em torno de 1%). O Basidiomiceto 2 causou maior degradação da lignina quando comparado ao Basidiomiceto 1.