Impacto das áreas de preservação permanente sobre a erosão hídrica na bacia hidrográfica do rio da Prata, Castelo-ES

Impacto das áreas de preservação permanente sobre a erosão hídrica na bacia hidrográfica do rio da Prata, Castelo-ES

Por: Luciano Melo Coutinho.
Orientador: Roberto Avelino Cecílio.
Defendida em: 08/09/2010.

Resumo:

A bacia hidrográfica consiste na principal unidade de gestão de recursos hídricos, sendo que seu comportamento hidrológico condiciona a ocorrência e magnitude da erosão hídrica. A utilização de modelos de simulação em bacias hidrográficas, para estimar seu comportamento hidrológico e a erosão decorrente, consiste em importante ferramenta de gestão para minimizar a degradação ambiental nestas unidades territoriais. Objetivou-se, no presente trabalho, promover, na bacia da Prata (Castelo-ES), estudos de delimitação, caracterização morfométrica e à aplicação da Equação Universal de Perdas de Solos (EUPS) sob diferentes cenários de uso e ocupação da terra. Para tanto foram trabalhados, em ambiente de Sistemas de Informação Geográfica, os dados de representação do relevo (carta topográfica e imagens de radar) e de uso do solo (aerofotos), os quais permitiram a adoção ideal de dados e a geração dos fatores de interesse diante os procedimentos propostos, sendo: a) delimitação da bacia; b) escolha dos dados de representação do relevo; c) escolha de método de interpolação de dados de relevo; d) caracterização morfométrica; e) identificação de áreas destinadas à preservação permanente (APP); f) simulação de erosão pela EUPS considerando o uso atual do solo e a adoção de APP. A delimitação manual gerada por intermédio de carta topográfica e a interpolação de isolinhas pelo interpolador “Topo to Raster”, com suporte de hidrografia consistiram, respectivamente, no método de delimitação e interpolador de melhor desempenho na delimitação da bacia, sendo, portanto, as alternativas adotadas para os estudos subsequentes. As principais características morfométricas da bacia do rio da Prata consistem em área de 132,28 km², formato alongado (Kc 1,80; Kf 0,32; Ic 0,30), o que lhe confere pouca tendência de inundação ao se desconsiderar eventos anormais de precipitação, canal principal de 34,30 km de 5ª ordem, altitude média 593 m e declividade média 39,77%. A classe de culturas permanentes é a principal forma de uso do solo 27,26% (36,10 km²) e a porção correspondente à APP equivale a 55,48% da bacia (73,39 km²). Os valores médios de erosão anual são de 85,43 ton/ha/ano nas condições de uso real do solo e de 27,50 ton/ha/ano quando da adoção de APP, o que representou uma redução de 32,20%.