Mapeamento e avaliação da vegetação urbana da cidade de Vitória, ES, utilizando geotecnologias.

Mapeamento e avaliação da vegetação urbana da cidade de Vitória, ES, utilizando geotecnologias.

Por: Samira Murelli de Souza.
Orientador: Aderbal Gomes da Silva.
Defendida em: 15/07/2011.

Resumo:

Tomando-se o conjunto da vegetação intra-urbana como um dos fatores a ser considerado na qualidade ambiental de uma cidade, este trabalho tem por finalidade, analisar quali-quantitativamente a vegetação da cidade de Vitória-ES, por meio da distribuição pela cidade e por índices ambientais demográficos, bem como realizar o mapeamento da temperatura média anual do ar, pela associação entre equação de regressão linear múltipla e modelo digital de elevação. Inicialmente foi obtido o mapeamento de 17 classes de vegetação, a partir de técnicas de fotointerpretação e digitalização, na escala de 1:1.500, utilizando o aplicativo computacional ArcGIS 9.3, o que possibilitou a análise da distribuição das classes pela malha urbana, bem como os cálculos das porcentagens e índices de cobertura vegetal (ICV), espaços livres urbanos (IELU) e áreas verdes (IAV) por habitante, da cidade de Vitória, no ano de 2007. Foram encontradas 46.504 áreas de vegetação, equivalente a um total de 1393,38 ha, representando 14,98% da área de estudo. Para todos os índices foram constatados valores bastante baixos quando correlacionados a índices propostos por outros autores e ao recomendado pela Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (15 m²/habitante), mostrando ainda que a configuração da vegetação é mal distribuída, com insuficiência de áreas verdes destinadas ao lazer e recreação no espaço intra-urbano, favorecendo as Regiões mais nobres, enquanto há carência nos bairros mais periféricos. Em seguida, foram analisados os benefícios da vegetação, por meio da relação entre a vegetação e o comportamento das variáveis temperatura e umidade relativa do ar, ao longo do dia, em três locais com diferentes condições ambientais, sendo eles o Parque Moscoso (Centro), a Praça Philogomiro Lannes (Jardim da Penha) e um fragmento florestal no campus da UFES (Goiabeiras). Os resultados desta análise comprovaram que, nos locais mais arborizados, com menos espaços construídos e pavimentados, há forte influência na amenização da temperatura do ar e no aumento da umidade. Por último, foi realizado o mapa de espacialização da temperatura média anual do ar de Vitória, utilizando a associação geoestatística entre um modelo digital de elevação (MDE), obtido por meio de dados de radar SRTM (Shuttle Radar Topography Mission), e equação de regressão múltipla ajustada. Esta última, estimada por Castro (2008), foi baseada em latitude, longitude e altitude, para a estimativa das temperaturas médias anuais. Ficou comprovado, a partir do mapa, que o Maciço Central, local de maior altitude e maior fragmento florestal que compõe a cidade de Vitória, apresenta até 2º C abaixo da temperatura média anual de toda a cidade, estimada entre 24,5 a 25° C.