Imagens aerofotogramétricas e orbitais na determinação do uso e ocupação da terra e de áreas de preservação permanente

Imagens aerofotogramétricas e orbitais na determinação do uso e ocupação da terra e de áreas de preservação permanente

Por: Telma Machado de Oliveira Peluzio.
Orientador: Alexandre Rosa dos Santos.
Defendida em: 17/09/2010.

Resumo:

Com esta pesquisa avaliou-se o resultado de diferentes metodologias na determinação do uso e ocupação da terra e áreas de preservação permanente utilizando aerofotos digitais, com resolução espacial de 1m (cenário 01) e imagens de satélite, com resolução espacial de 0,5m (cenário 02), fotointerpretadas em tela, na escala cartográfica de 1:2.000, da bacia hidrográfica do córrego Horizonte, Alegre-ES. Foram avaliadas as áreas de preservação permanente ao longo dos cursos d’água, entorno de nascentes, terrenos com declividade igual ou superior a 45 graus e terço superior de topo de morros para os cenários 01 e 02. As áreas que deveriam ser destinadas as áreas de preservação permanentes no cenário 01 e 02 totalizam 5,97km² e 5,87km², respectivamente, diferindo apenas nas APPs em torno de nascentes (0,13km² e 0,10km²) e, APPs ao longo dos cursos d’água (1,87km² e 1,79km²), não havendo diferença para as APPs de declividade igual ou superior a 45 graus (0,04 km²) e APPs de terço superior de topo de morro (3,94km²). Utilizou-se os índices de desempenho global e índice Kappa para determinação do erro médio entre os cenários e teste t a 5% de probabilidade para avaliar o grau de significância no processo de fotointerpretação entre os cenários 01 e 02. Das 27 classes de uso da terra identificadas, a pastagem e fragmento florestal ocupam 45,54% e 24,26% no cenário 01 e, 33,50% e 19,54% no cenário 02, respectivamente. Do total de áreas de preservação permanentes determinadas no cenário 01, apenas 33,92% das APPs ocupam essa função, enquanto no cenário 02, esse percentual é de 35,92%. A diferença na fotointerpretação dos cenários em estudo deve-se às bandas vermelho, verde e azul (cenário 01) e vermelho, verde, azul e infravermelho próximo (cenário 02). Verifica-se uma variação positiva do desempenho global em 6,67% do cenário 01 em relação ao cenário 02, e variação positiva do índice Kappa em 2,09%, do cenário 02 em relação ao cenário 01, não apresentando significância pelo teste t no processo de fotointerpretação entre a aerofoto e a imagem de satélite.